Em nota oficial a organização do PWC divulga que a final de 2011 no México e todas as etapas de PWC de 2012 serão disputadas com velas homologadas. Em 2012 o conselho fará nova reunião, de modo a definir essa situação. Tendo em vista as mudanças ocorridas no cenário internacional, aguardamos pela manifestação dos organizadores dos campeonatos nacionais.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Decolando em competições
Nesse texto vou tratar do momento da decolagem em voos de competição, as informações que antecedem esse momento estão disponíveis no texto 1, leia também o texto sobre segurança, pois é o ponto inicial de onde devem partir todos os voos.
Ao posicionar-se na rampa com o seu parapente para a decolagem mantenha o foco no vento, ou seja, na direção do vento em relação à rampa, em possíveis termais que possam lhe colocar numa altura confortável para o início da prova, preferencialmente na base de alguma nuvem e a outros pilotos que após decolarem servirão com indicadores. Nesse caso tenha em mente o planeio do seu parapente, reparem na distância, altura e classe do parapente que deseja seguir nessa termal, se a termal se desprende logo na frente da rampa esses cálculos podem ser minimizados e a sua chance de subir é muito maior, se o termal se apresenta mais distante da rampa utilize as variáveis citadas anteriormente a seu favor, para evitar cair numa descendente onde o seu velame vai afundar muito mais que o outro e quando chegar onde queria o termal já se deslocou e só lhe resta o pouso logo no início do voo. A altura da rampa também influencia no nível da sua avaliação para a decolagem, rampas muito altas como Castelo, por exemplo, permitem uma recuperação caso tenha realizado uma avaliação térmica errada na decolagem, entretanto a rampa de São Lourenço e outras rampas com menor desnível são muito exigentes quanto ao momento da decolagem.
Uma boa avaliação do momento ideal para a decolagem numa competição envolve vários fatores, como experiência, conhecimento do local, conhecimentos meteorológicos, observação e outros, desta forma fica difícil exemplificar ou explicar ao competidor iniciante qual momento é o ideal para a decolagem numa competição, entretanto vou levantar situações visando auxiliar a compreensão de alguns fatores que podem ser úteis. Vou desconsiderar o dia clássico onde as térmicas apresentam razão de subida de forte a moderada, pouco intervaladas e vento de frente na rampa com intensidade de sustentação, onde a decolagem deverá ser o mais cedo possível, para lhe permitir um bom posicionamento no início da prova. Imagine-se em uma rampa baixa, vento de 5 km/h (fraco), termais com intervalos mais alongados e urubus agrupados numa mesma faixa de altura girando e subindo muito pouco, desconfie! A disposição dos urubus numa termal diz muita coisa, no caso anterior significa termal de pouca potência e bolhas pequenas, não é uma máxima para todo o dia, mas desconfie. Quando as aves se apresentam na térmica em forma de cone, bem separadas até a base e subindo bem é um excelente indicador. No caso proposto, adote uma postura bem mais conservadora e crítica para a decolagem, caso não exista nenhum indicativo visível uma boa dica é observar a biruta da rampa, pois a térmica ao se aproximar da rampa muitas vezes produz uma barreira para o vento que é obrigado a desviar, fazendo a biruta cair. Caso alguns competidores decolem nessa condição e consigam subir pouco mais que a altura da rampa, o fator que você deve observar é o intervalo das térmicas, se conseguem manter essa altura passando de uma térmica para a outra, considere decolar, pois em algum momento uma bolha de maior potência poderá se soltar levando o vôo para um nível mais elevado e mais velas voando nas proximidades da rampa vai acelerar a identificação desse termal. Dentro do possível evite afastar-se muito do relevo da rampa, normalmente as rampas são criadas em locais de bom potencial térmico e a barlavento, ou seja, grande quantidade de térmicas ou se desprendem próximo da rampa ou são trazidas pelo vento, desta forma não desperdice altura se deslocando para uma térmica afastada da rampa, aguarde o vento trazê-la até você e decole procurando atingi-la por cima ou no centro, nunca por baixo.
Alexandre Malcher
Alexandre Malcher
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Participação de velas não homologadas em Competições FAI categoria 1
Outros países aderem a determinação da FAI quanto a não participação de velas não homologadas em competições FAI categoria 1. Hoje para participar de eventos FAI categoria 1, somente com LFT-certificada, a FAI ainda desaconselha fortemente a participação dessas velas nas competições categoria 2. Até o momento Espanha, Itália e Alemanha acataram a decisão da FAI. A DHV também se pronunciou favorável a decisão da FAI, alegando que concordava com a participação de velas não homologadas nessas competições, pois o fabricante garantia que o protótipo havia sido testado e não oferecia perigo particular, mas segundo a DHV essa condição não foi cumprida de forma suficiente.
sábado, 9 de julho de 2011
Cancelado o Mundial em Piedrahita 2011 e Comentários
Após uma série de incidentes e acidentes no campeonato Mundial em Piedrahita, que culminou com a morte de 3 pilotos, a FAI decide cancelar permanentemente o 12th FAI World Paragliding Championships, segundo a nota http://www.fai.org/hang_gliding/node/2127 ,o campeonato foi cancelado, entretanto houveram duas provas válidas e portanto haverá premiação, segundo o rank ao final do texto.
O atual modelo de competição está em cheque, bem como as velas sem homologação. No paraglidinforum em um dia 15 parapentes de dois tirantes a venda. O termo “pagar o preço” para se voar uma vela de competição, tem sido mau utilizado. Posso exemplificar da seguinte forma, um voador que adquiri um parapente não homologado para voar em seu sítio de voo, bater algum recorde pessoal ou de sua rampa, esse sim está pagando o preço pela performance, entretanto, em uma competição seja ela qual for, o sentimento que move o voador não é o de “pagar o preço” para se obter uma melhor colocação, e sim o sentimento de pertencimento, de igualdade de ferramentas para se competir em um mesmo nível, ou seja, no mundial quem não estivesse voando de velas com dois tirantes, não “teria a menor chance”, tornando assim uma obrigação, e não uma escolha. Além de passar, ao meu ver, uma “falsa impressão”de segurança, afinal, quem não iria querer uma vela com excelente performance e ainda com fama de segura? No entanto, se estamos falando de um campeonato mundial, supõem-se que os melhores voadores ali se encontram, então qual seria o problema de se voar nessas velas?
Muito se comenta sobre a capacidade dos pilotos para pilotar os parapentes de competição não homologados, atribuindo muitos acidentes a inesperiência do voador, vale lembrar que atualmente não existe métodos efetivos de controle de venda de parapentes de competição para voadores e que a prática de nosso esporte ocorre em meio instável e mutante. As velas de competição vem exigindo ao longo dos anos uma pilotagem cada vez mais precisa e isenta de erros, como associar essa evolução ao fator erro humano? Por mais completo, experiente e dedicado que o piloto seja, cometerá muitos erros pelo caminho, erros esses que podem ser somados a variáveis da natureza ocasionando um acidente. O equipamento tem que ser nosso aliado nesse processo, tem que tolerar os erros humanos e aceitar da melhor forma essas variáveis do ambiente. Quem está disposto a pagar com a própria vida por um erro de pilotagem cometido em uma competição de fim de semana ou num Mundial ? Com isso, é de suma importância que se pondere a performance garantindo maior segurança.
Levanto aqui essas questões com o intuito de fomentar reflexões, haja vista os tristes acidentes dos últimos dias e a necessidade premente de se reavaliar o esporte. Resultado no primeiro dia após o mundial 17 velas da nova geração de dois tirantes a venda no site gringo parglidinforum.
Muito se comenta sobre a capacidade dos pilotos para pilotar os parapentes de competição não homologados, atribuindo muitos acidentes a inesperiência do voador, vale lembrar que atualmente não existe métodos efetivos de controle de venda de parapentes de competição para voadores e que a prática de nosso esporte ocorre em meio instável e mutante. As velas de competição vem exigindo ao longo dos anos uma pilotagem cada vez mais precisa e isenta de erros, como associar essa evolução ao fator erro humano? Por mais completo, experiente e dedicado que o piloto seja, cometerá muitos erros pelo caminho, erros esses que podem ser somados a variáveis da natureza ocasionando um acidente. O equipamento tem que ser nosso aliado nesse processo, tem que tolerar os erros humanos e aceitar da melhor forma essas variáveis do ambiente. Quem está disposto a pagar com a própria vida por um erro de pilotagem cometido em uma competição de fim de semana ou num Mundial ? Com isso, é de suma importância que se pondere a performance garantindo maior segurança.
Levanto aqui essas questões com o intuito de fomentar reflexões, haja vista os tristes acidentes dos últimos dias e a necessidade premente de se reavaliar o esporte. Resultado no primeiro dia após o mundial 17 velas da nova geração de dois tirantes a venda no site gringo parglidinforum.
Top 10 Positions Open Class
| Rank | Name | Nation | Score |
|---|---|---|---|
| 1 | Charles Cazaux | 1966 | |
| 2 | Luca Donini | 1927 | |
| 3 | Andreas Malecki | 1900 | |
| 4 | Josh Cohn | 1898 | |
| 5 | Peter Neuenschwander | 1887 | |
| 6 | Russell Ogden | 1885 | |
| 7 | Urban Valic | 1865 | |
| 7 | Edinson Alvarez Suarez | 1865 | |
| 9 | Ronny Geijsen | 1857 | |
| 10 | Sergio Sampaio | 1852 |
Teams
| Rank | Name | Nation | Score |
|---|---|---|---|
| 1 | France | 3808 | |
| 2 | Great Britain | 3739 | |
| 3 | Switzerland | 3710 |
Women
| Rank | Name | Nation | Score | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Petra Slivova | 1646 | ||||||||||||
| 2 | Regula Strasser | 1392 | ||||||||||||
| 3 | Kirsty Cameron | 1081 |
terça-feira, 5 de julho de 2011
O Brasil no GOAL em Piedrahita na Espanha
A equipe brasileira formada pelos pilotos Frank Brown, Samuel Nascimento e Sergio Sampaio representam muito bem o Brasil no primeiro dia de competição do 12th FAI WORLD PARAGLIDING CHAMPIONSHIP, mostrando que o nível do esporte em nosso país está se elevando cada vez mais, estando os três pilotos no gol, nas 3º, 13º e 35º posições, entranto ainda se trata de um resultado prévio fornecido pelo site http://www.livetrack24.com/tasks/253 que fornece o acompanhamento real da prova. Outro fator que chamou muito a atenção foi o brifing de segurança disponibilizado aos pilotos no site oficial e que detalha muito bem o microclima da região, elevando ainda mais o nível de segurança das provas. Excelente iniciativa da organizção ! Vale conferir http://www.piedrahita2011.com/piedrahita2011/safety_briefing .
domingo, 3 de julho de 2011
Como Inserir uma prova em seu GPS 76 S - TEXTO II
Neste artigo daremos continuidade ao assunto "Como inserir uma prova em seu GPS 76s". No texto anterior falamos sobre como configurar seu aparelho, limpar pontos e tracklogs antes de levar o GPS para o apurador, e como montar uma rota inserindo waypoints e raios de proximidade. Agora vamos abordar algumas peculiaridades que podem ocorrer em um campeonato com uma prova de navegação mais complexa. O Garmin 76s é bem básico, mas continua sendo um ótimo aparelho muito utilizado por competidores no mundo todo, no entanto, apresenta certas limitações em algumas situações de rotas e raios de proximidade. Primeiro vamos falar das rotas:
Vamos imaginar uma prova que passe nos waypoints A, B, C, e D, da seguinte forma:
Sendo: A start, B 1º pilão, C 2º pilão, B novamente no 3º pilão, e D o Gol.
Nesta situação o Garmin 76s pode entender que ao passar pelo 2º pilão (ponto C) você já pode ir direto para o Goal (ponto D) sem necessidade de fazer o 3º pilão (ponto B), pois você já passou por lá quando fez o 1º pilão da prova. Se você seguir o apontador do GPS neste momento irá queimar o 3º pilão, invalidando assim sua tão preciosa chegada ao gol.
Podemos evitar este problema navegando a rota em manual. Para isso devemos configurar o GPS da seguinte maneira:
- Digite MENU duas vezes para acessar o menu principal
- Selecione ROTAS, tecle ENTER
- Selecione a rota desejada, tecle MENU
- Selecione CONFIGURAR ROTAS, tecle ENTER
- Acione o botão DIRECIONAL para cima, tecle ENTER, e selecione MANUAL
- Irá aparecer um aviso de que está em manual, tecle ENTER
- Retorne para OK e tecle ENTER
Agora seu GPS esta configurado para navegar a rota em manual, isto significa que ele não irá lhe indicar o próximo ponto da rota automaticamente. Durante o voo, sempre que você cruzar o raio de um pilão e o alarme de proximidade do seu GPS disparar você deve ativar o próximo ponto da rota desta forma:
- Acione a tecla NAV
- Selecione PROXIMO PONTO DA ROTA
- Acione a tecla ENTER
Navegando desta forma é possivel evitar esta deficiência do Garmin 76s em rotas com mais de uma passagem por um mesmo pilão, como a prova ABCBD do exemplo acima. Porém ainda existe mais uma questão.
Já falamos da ordem em que os pontos A, B, C, e D, aparecem como Start, Pilões, e Gol em nossa rota mas ainda não falamos dos seus raios. Vamos supor que o ponto B tenha 400m de raio ao ser cruzado como 1º pilão, e 1km de raio ao ser cruzado novamente como 3º pilão da prova. Além disso o ponto D, que é o Gol, tem raios de, 1km de End of Speed, e 400m de Gol.
Na hora de marcar o cilindro destes pilões no campo PROXIMIDADE do GPS encontramos mais um entrave, o 76s só permite uma medida de proximidade para cada waypoint.
Uma forma de resolver esta questão seria, em algum momento do seu voo entre bater o 1º pilão (ptB raio 400m) e a chegada no 3º pilão (ptB raio 1km), conseguir acessar o MENU PRINCIPAL, selecionar PROXIMIDADE, e alterar a proximidade do ponto B de 00.40 para 01.00Km. Se você ja esta navegando sua rota em manual, estes comandos serão mais coisas para ocupar sua cabeça, e suas mãos, quando deveria mesmo era estar pilotando e de olho no voo.
Outra forma de solucionar este problema é criar um novo waypoint B, como se fosse um B "genérico".
- Usando o botão PAGE vá para a página de mapa do seu GPS.
- Com os botões de ZOOM e DIRECIONAL localize o waypoint a ser duplicado, no nosso caso o B.
- Aumente o ZOOM IN ao máximo (5m) e com o botão DIRECIONAL marque com cursor um ponto bem próximo do B.
- Tecle ENTER e irá aparecer a página NOVO PONTO.
- Com o botão DIRECIONAL, va para o campo nome(ja terá um nº default) para nomear o waypoint, podemos chamar nosso novo ponto de B1.
- Depois desca até OK e confirme teclando ENTER
Você acaba de criar um novo ponto B1, muito próximo do ponto B da nossa prova, que pode ser usado como referência para o raio de um dos pilões. Vamos usar o B1 para o 1º pilão. Para isto siga para a página PROXIMIDADE de acordo com as informações do texto anterior, inclua o ponto B1 com raio de 00.40Km.
Vamos ver como ficaram nossas duas passagens, no 1º e 3º pilão, pelo ponto B agora.
Na primeira passagem pelo ponto B vindo do Start, passamos pelo raio de 400m do ponto B1 para bater o 1º pilão. Na segunda passagem, vindo do ponto C, cruzamos o raio de 1km do ponto B completando assim o 3º pilão da prova e partindo pro Gol!
Note que o ponto B1 foi posicionado na ilustração a direita do ponto B, ele esta mais distante em relação ao piloto que chega voando do ponto A, o Start. Este detalhe é importante na hora de selecionar e marcar o ponto B1 na página de mapas, assim você sabe que ao cruzar o raio de 400m do ponto B1 vindo do start, com certeza já cruzou o raio de 400m oficial da prova que tem como referência o ponto B.
Para o ponto D da nossa prova que é o End of Speed, e Gol ao simultaneamente, podemos agir da mesma forma. Criamos um ponto fictício D1 bem próximo ao ponto D da prova e atribuimos a ele um dos raios de chegada. Podemos marcar o End of Speed de 1km no ponto D, e o Goal de 400m no ponto D1 posicionado logo atrá do D, garantindo assim que quando o alarme de proximidade apitar você realmente chegou ao Goal, parabéns!!!
Abraços e boas competições!
Daniel Towersey
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Feriado em São Lourenço 25/06/2011
http://www.youtube.com/watch?v=SWOR7hjbVRc
Filmagens realizadas em São Lourenço no último feriado, tem algumas dicas que vale a atenção, principalmente sobre centragem de térmicas. Grande abraço!
Alexandre Malcher
Filmagens realizadas em São Lourenço no último feriado, tem algumas dicas que vale a atenção, principalmente sobre centragem de térmicas. Grande abraço!
Alexandre Malcher
terça-feira, 28 de junho de 2011
Vídeo para auxiliar o posicionamento na termal
Mais um auxílio para o posicionamento do piloto na térmica !
http://www.youtube.com/watch?v=Phin5k3THr4&feature=BFa&list=FL9yT2JrbrzkM&index=3
http://www.youtube.com/watch?v=Phin5k3THr4&feature=BFa&list=FL9yT2JrbrzkM&index=3
Simulador de Térmicas
Para quem gosta de simuladores, dá uma boa noção de posicionamento na termal !
http://www.u-turn.de/site/web/game.swf
http://www.u-turn.de/site/web/game.swf
sexta-feira, 24 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Como inserir uma prova em seu GPS 76S
Nesse texto pretendo auxiliar o voador no uso de seu equipamento GPS 76S em competições de parapente. Nas primeiras competições a minha maior dificuldade foi o emprego do GPS, inserir a rota da prova e navegar essa rota corretamente, por muitas vezes ficava dependendo de um amigo para ajudar a inserir os dados no GPS, o que não é o ideal. Normalmente após o briefing da prova é dado um intervalo de 30 minutos e a janela se abre para decolagens, nesse momento a preocupação não deve ser com o GPS e sim com a condição que se apresenta, desta forma é importante que o piloto saiba operar corretamente o seu equipamento para inserir rapidamente a prova e estar pronto para a decolagem na abertura da janela.
Vou fazer o passo a passo de como inserir uma rota e quais os dados utilizo em voo.
O intuito dessas informações é auxiliar o voador iniciante com o seu equipamento GPS e para maiores detalhes o manual do aparelho deverá ser consultado.
Para que tenha um aprendizado prático é importante que ao ler esse texto você tenha o seu GPS em mãos e vá executando os comandos. Antes de apresentar o seu equipamento para baixar os waypoints ( pontos ) do sítio de voo, o seu GPS deverá estar pré-configurado para facilitar o apurador e você durante o uso. Essa configuração deverá ser a seguinte:
- Ligue o GPS, aguarde a inicialização e a captura de sinais;
- No botão MENU, pressione duas vezes e aparecerá a tela MAIN MENU (menu principal), na tela de menu principal selecione SETUP(configuração), vai aparecer algumas abas, com o controle direcional selecione a aba GENERAL e a seguinte tela irá aparecer:
se desejar em language (idioma) selecione português e em beeper selecione tecla e mensagem.
- Após a aba GENERAL, selecione a aba UNITS (unidades) :
em elevaton e depth coloque metros, em distance and speed (distância e velocidade) coloque métrico, em temperature coloque centígrado, os demais se mantém como está na figura.
- Em INTERFACE selecione GARMIN:
- Tendo realizado a configuração inicial você deverá apagar os TRACKS antigos, se o seu GPS já estiver em português, aperte duas vezes a tecla MENU e vai cair na página de menu principal, selecione TRAJETOS e aperte a tecla ENTER, você terá duas opções gravar ou limpar, limpe os tracks, após apagar os trajetos o seu GPS estará pronto para receber os WAYPOINTS da organização do campeonato.
Inserindo a prova no GPS
Pegando uma das provas do Campeonato Brasileiro 2011 em Castelo como exemplo:
Inicialmente identifique o start e seu raio, os pilões e seus raios, normalmente os pilões tem 400m de raio, mas isso não é uma regra, identifique o gol e o seu raio. Nesse momento aproveito para explicar a definição do END OF SPEED, é a linha exterior ao raio do gol, na qual após ultrapassada finalizam-se os pontos de velocidade e termina-se a corrida, sendo entretanto necessário o cruzamento do raio do gol para que complete a prova e se somem todos os pontos.
Vamos seguir os seguintes passos, primeiro vamos construir uma rota com os waypoints fornecidos, incluindo o star e o gol. No segundo passo vamos colocar as proximidades desses pontos e por fim vamos ativar a rota para voo.
1)Construindo uma rota
Aperte duas vezes o botão MENU para acessar o menu principal, no menu principal selecione rota, destaque o botão New (nova) na página de rotas, e então aperte ENTER. Uma página de rota em branco será exibida. Na primeira linha insira o nome da rota, após definir um nome para a rota aperte o botão QUIT para sair, desça o cursor e selecione o primeiro ponto que deverá ser o start, ao apertar o ENTER sobre o primeiro ponto, uma tela de ponto irá aparecer e você deve selecionar pontos e irá para a página de pontos onde poderá selecionar o primeiro ponto, confira os dados e selecione ok, repita esse processo até o último ponto que deverá ser o GOL.
Quando estiver criando uma rota, você deve colocar os pontos da rota, na ordem que deseja navegá-los, nesse caso seria G01, P02, P22, P11, D3 e G37. Lembre-se para ter acesso as funções da página em que você se encontra em qualquer momento é só apertar uma vez o botão MENU.
2) Inserindo as proximidades dos pontos
Vá para a tela de MENU PRINCIPAL, selecione PROXIMIDADE, a página de proximidade irá se abrir, nesse momento verifique se o alarme está ligado, caso negativo você deverá ligá-lo. Desça o cursor para pontos, aperte o botão ENTER, selecione o primeiro ponto G01, aperte o enter, confira os dados e ok, automaticamente o cursor vai para raio, nesse momento é importante ter atenção pois as informações de raio são mostradas em unidades de QUIILÔMETROS, ou seja, um raio de 400 metros será definido com 0.40 KM, repita esse processo para todos os pontos.
3) Ativando uma rota
Tendo criado uma rota e inserido as proximidades dos waypoints, agora chegou a hora de ativarmos essa rota para vôo. Acesse o MENU PRINCIPAL, selecione rotas, com o botão direcional coloque a sua rota sob controle e aperte a botão MENU, uma página com seguintes itens será mostrada INICIE NAVEGAÇÃO/ COPIE ROTA/ APAGAR ROTA/ APAGAR TODAS ROTAS/CONFIGURAR ROTAS, selecione inicie navegação apertando o botão enter. Nesse momento o sua rota estará ativa para a navegação.
Bons Vôos !
Alexandre Malcher
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Primeira prova do PWC 2011
| Vale observar o tempo de voo para uma prova de 50,2 Km e que 80 pilotos fizeram o gol, nível elevadíssimo! Ocorreu apenas essa prova e a previsão para amanhã não é muito boa, é provavel que o Alex Hofer leve a etapa com apenas uma prova válida. |
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| http://www.paraglidingworldcup.org/htmlrequest/results/t/3/9/1 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
quarta-feira, 15 de junho de 2011
X- Mantiqueira Etapa de São Lourenço
Mais uma vez São Lourenço é sede de competição e faz bonito em todos os quesitos. Excelente organização, boa condição de voo e uma hospitalidade ímpar.
No primeiro dia de competição a condição estava boa na rampa com muitas velas no ar, disputando posição para um bom start, mas ao nos afastarmos do vale da rampa em direção ao primeiro pilão a condição não se apresentou e pousamos nas proximidades do primeiro pilão, caindo muito a pontuação do primeiro dia.
No segundo dia a neblina que cobria o vale de São Lourenço se dissipou logo cedo e o sol deu as caras, apresentando boas perspectivas de prova. Foi escolhida uma prova de 37,4 Km curta e bem planejada, cruzando por duas vezes a cordilheira da rampa, com pernas de través, contravento e calda. No início a condição estava bem consistente com muitos parapentes na base aguardando o start, o vale a frente da rampa já bastante aquecido facilitou a chegada ao primeiro pilão que ficava sob o lixão de Carmo de Minas, o segundo pilão estava localizado a sotavento do relevo da rampa e por isso a idéia era fazê-lo alto para voltar a cordilheira e apoiar até a rampa onde ficava o terceiro pilão, evitando encarar o vento , mas ao bater o segundo pilão e encarar o vento, não foi possível acompanhar os três competitions que estavam a minha frente e acabei optando por fazer o voo pelo vale a sotavento da montanha, consegui me recuperar e acabei ficando entre o primeiro e o segundo pelotão, voando um tempo sozinho, fiz o terceiro pilão na rampa e parti para o gol, naquele momento o primeiro pelotão já tinha passado no contravento e o que fiz foi administrar a diferença para o segundo pelotão até o gol.
Primeiro agradeço a Deus pela conquista, que me deixou muito feliz, aos amigos pela motivação, ao Lele ajudando quando precisei e por fim dedico essa vitória ao meu amigo Baboo.
Grande abraço a todos
sábado, 11 de junho de 2011
Competindo com o seu parapente - Comentários
Por Marcio Pinto
Boa colocação Daniel, apenas complementando... é mais fácil e interessante aprender a voar numa competição dentro do grupo, na maioria das vezes você voará mais rápido e com menores chances de prego. O que precisa ser evitado é acabar dentro de um grupo ruim, lento que apenas suga suas decisões e na verdade ficam todos esperando ''algo'' acontecer ou alguém decidir para onde ir para todos irem atrás. Nessa hora o efeito de grupo é o pior possível. O que fazer??? saiba voar em grupo, mas tenha em mente que suas decisões e avaliações são preciosas. Muitas vezes nos encontramos sozinhos ou pior, com pilotos que não vão te ajudar em nada. Treine Cross ou pequenas provas sozinho... aprenda a tomar suas próprias decisões e esteja sempre a frente, rodando essa térmica olhando a próxima e tudo ao seu redor, acredite, pode fazer muita diferença. O ideal numa competição é voar 80% da prova junto com o grupo e só inventar algo no final para tentar uma colocação melhor... mas como o Daniel falou, para quem esta começando, pense apenas em voar na rota da prova até o dia acabar, fazendo isso você certamente ficará bem... eu fui evoluindo assim, até aparecer os primeiros gols, depois você pensa em chegar cada vez mais rápido e quando percebe, naturalmente já está voando junto com o primeiro grupo, o que é sempre o ideal.
Parapentes 2 linhas são uma categoria a parte, não adianta um serial tentar acompanhar a classe porque provavelmente vai para o chão, se chegar junto é porque a condição não está boa é loteria... isso é fato, não estou sendo pretensioso, a diferença de performance esta bastante significativa hoje em dia. Por isso não adianta sair feito um louco atrás, em 2 térmicas o primeiro grupo some na frente e você fica baixo rezando para sair do chão...
Parabéns pela iniciativa do texto sobre campeonatos... o Frank Brown tem um material muito bom e bem básico sobre campeonatos, vou catar aqui em casa e tentar postar na lista... estudar, ler muito, se organizar com tudo são os primeiros passos para competir e evoluir...
Abraços para todos,
Marcio Pinto
Sol Team
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Competindo com o seu parapente - Comentários
Por Daniel Towersey
Não tenho a bagagem do Alexandre que pilota parapente, helicóptero, planador, avião, e segundo a Branca as vezes até fogão!!! Sou um cara um pouco mais "empírico" mas vou dar aqui minha visão para se possível complementar e reforçar estas ótimas dicas.
-Voar cross antes
Isso é muito importante, seguir o pelotão é ótimo e você irá muito mais longe assim. Mas é importante saber porquê os outros pilotos estão indo nesta ou naquela direção, e ter sempre em mente que você deve "fazer o seu voo". É raro, mas as vezes o pelotão faz a rota mais óbvia e não a mais inteligente, aprendi uma coisa com o Márcio Pinto que ele chama de "efeito grupo", o cara não sabe porque esta indo pra lá, mas todo mundo tá indo então ele vai também.... E as vezes estão indo é pro chão... No SulMineiro em Pimenta (2009) fiquei em 5º no Open com um Sigma6 (DHV2), minha melhor colocação até hoje! Nas duas provas desta etapa houveram momentos em que larguei o pelotão pra lá e fiz o meu voo, naquela ocasião específica foram decisões muito difíceis de tomar, porém muito acertadas.
O "efeito grupo" também é perigoso em dias com condição de segurança duvidosa, não é só porque decidiram que vai ter prova e tem gente decolando naquela ventaca lateral que você deve voar também, a decisão final é sua!!! Pense no seguinte, se não estivesse esse circo todo montado na rampa, só estivessem ali você e mais dois amigos, sendo que você é o mais experiente, vocês voariam?!? Se a resposta for sim, boa prova, se a resposta for não, vá tomar cevejinhas no QG e ser feliz....
-Conhecer seu parapente e decolar bem
Em competições a rampa esta sempre cheia e todos querem decolar no melhor momento, se você não consegue inflar e decolar sua vela de primeira, muitas vezes outros pilotos vão passar a sua frente e você pode levar um tempão pra reposicionar seu paraca na grama pra tentar outra decolagem, ai já era aquele "momento mágico"
-Regulamento
Leia sempre, e se possível leve-o com você, impresso ou em seu notebook. É normal também a organização ter uma cópia impressa no QG, recorra a este documento sempre que tiver alguma dúvida. Aliás levar um notebook é muito bom, nem sempre o apurador tem tempo (e paciência) pra te passar o seu tralog do dia, e você ta doido pra postar o seu voaço no XCBrasil....
-GPS
O 76s é o "fusquinha" dos GPSs, é velhinho, simples, mas até hoje a garmin não lançou um melhor para o nosso esporte. Se der pra ter um segundo, integrado ou não, melhor ainda, vai que da um problema no seu tracklog, é bom ter um back-up. Já dizia o Durval "quem tem dois tem um, quem tem um tá sem nenhum..."
-Preparação
Chegar cedo e estar com tudo pronto é essencial, na minha opinião, decolar logo e estar bem posicionado no start idem. A minoria das vezes que fiz isso me dei bem, a maioria das vezes que não fiz, prefiro nem comentar... rs rs.
Muita atenção também com a hora do brieffing, normalmente os pilotos que definiram a rota do dia dão valiosas dicas de voo nesse momento. Bem como algumas peculiaridades sobre o resgate como por exemplo em Valadares onde dependendo da rota as vezes é dito algo do tipo: "se você pousar a esquerda do rio tem varias estradinhas de terra e você será resgatado, se pousar do lado direito esta por sua conta!"
Anotar os dados da prova em um a papel (geralmente o pessoal cola uma etiqueta no 76s), e traçar a rota no mapa fornecido pela organização é essencial, principalmente se a rota vai e vem, passando mais de uma vez em um mesmo pilão. Infelizmente esse tipo de rota é um ponto negativo no 76s que o Alexandre vai explicar mais adiante como ele mesmo disse, ter uma colinha na hora da dúvida em voo é muito importante.
-Regularidade
No começo muito mais importante do que voar rápido é chegar lá! Regularidade é tudo pra quem ta começando, não só a sua vela é mais lenta que as competitions como também tem menos LD, se você sair que nem um louco atrás deles vai chegar vários metros abaixo na próxima termal, ou talvez nem chegar. Observe o que a galera na frente ta fazendo, que decisões eles tomam que são acertadas e que decisões os colocam em furadas, não só isso te ajuda naquele momento da prova como vai gerando valioso conhecimento para o futuro. Mas também não fique moscando, girando em zerinhos e deixando todo mundo te passar, competição é hora de ser assertivo, pensar rápido, decidir rápido, e agir rápido é essencial!!!
Uma coisa muito importante que aprendi com alguns dos TOPs, voar competições é saber voar em grupo! Girando juntos na termal, deixando voltar pro "carrossel" pilotos que saíram pra procurar um miolo melhor, não se deram bem, e estão voltando; indo rapidamente atrás dos que acharam um miolo mais forte; e principalmente na tirada, não sair voando diretamente atrás do cara que tirou primeiro no melhor estilo "vagão". Na tirada o pelotão se espalha como um grande arrastão aumentando enormemente assim a chance de todos acharem a próxima termal.
Abçs, bons voos, e boas leituras no blog do Alexandre!
Daniel,
"...a decolagem é sempre opcional, o pouso é obrigatório..."
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Competindo com o seu parapente - Texto 1
Quando comecei a participar de competições de parapente, ficava sempre me perguntando em como me preparar para as minhas primeiras provas, uma vez que não existem muitos artigos publicados nessa área, acabei recorrendo a sites e revisitas estrangeiras, pois estava cada vez mais interessado pelo assunto.
Nesse texto vou procurar traçar um panorama geral para um competidor iniciante e posteriormente irei aprofundar o assunto para competidores com maior experiência, entretanto é sempre importante revermos conceitos básicos e nos atualizarmos.
Atualmente existe uma infinidade de campeonatos regionais, que são bem estruturados e permitem a participação de todos os níveis de pilotos, então encontrar um campeonato em que você esteja apto a participar não será um problema.
Vamos ao início do processo, antes mesmo de pensar em se inscrever em algum campeonato, você necessita de algumas habilidades que são básicas no voo livre. Primeiro você deve conhecer bem o seu parapente e estar confortável com ele, você tem que saber enroscar bem uma térmica, para não se colocar ou colocar outras pessoas em risco quando voando com um grupo de voadores. Antes de começar a competir em campeonatos, eu aconselho a realização de alguns vôos de cross country, pois como voador de cross você terá uma visão muito mais crítica do voo e quando for competir não vai simplesmente seguir os outros voadores sem saber o que está acontecendo, em fim se estiver atento a esses detalhes sua evolução será embasada e em ritmo acelerado. Nesse processo inicial é muito importante treinar o controle de solo com o seu parapente e criar um hábito de sempre fazer isso irá ajudar muito na decolagem, pois uma boa decolagem é o primeiro passo para um bom voo e no controle de solo você também poderá perceber muito melhor as reações da sua vela, isso cria uma intimidade e uma maior segurança com o seu equipamento, não deixe de treinar!
Ao se inscrever numa competição de parapente, primeiramente leia o regulamento da competição para ficar ciente das regras do jogo, tais como horários de apresentação e briefing, sistema de apuração, premiação, condições para validação de provas, cancelamento, interrupção, protestos, conduta na rampa e muitos outros fatores que são importantes e que podem ser muito úteis no processo de tomada de decisão durante a competição.
Competições de parapente mesclam navegação com voo livre e para que você obtenha sucesso em competições necessita dominar bem esses dois campos. A navegação de um ponto a outro, pode ser realizada de uma infinidade de formas, logicamente que o caminho mais curto sempre será uma reta entre esses dois pontos, mas a luz do voo livre, nem sempre essa reta se mostra como o melhor caminho a ser percorrido. Esse é o maior desafio das competições, navegar, voar e chegar ao gol da maneira mais rápida possível.
Para competir você precisa dos seguintes equipamentos básicos de auxílio à navegação, um GPS, variômetro e rádio VHF. Em capítulo posterior vou abordar o uso do GPS GARMIN 76S, é o GPS mais utilizado no voo livre, pois reúne os principais requisitos de um bom GPS, confiança, precisão, simplicidade de manuseio, além de algumas funções que auxiliam no voo. Vou ensinar com inserir uma rota para competições e como utilizá-lo em voo. Atualmente existem aparelhos integrados (GPS e variômetro) de excelente qualidade e totalmente voltados para o voo livre, entretanto vou abordar inicialmente o 76S.
Após a leitura do regulamento, confirmação da inscrição, comece a acompanhar as previsões meteorológicas para a região da competição, se não conhece o lugar, dê uma olhada nas rotas voadas. Procure chegar com alguns dias de antecedência, se isso não for possível chegue ao mínimo um dia antes, é importante a realização desses voos de ambientação para que verifique a condição de voo local, procure perceber a potência e a constância das térmicas, o comportamento do vento, o teto do dia, identifique as térmicas residentes nas proximidades da rampa, o dia térmico, faça perguntas aos voadores locais sobre esses assuntos, por mais experiente que se sinta, tenha sempre a humildade de perguntar aos locais as características do sítio de voo.
As competições locais normalmente são realizadas em dois dias para aproveitar os fins de semana onde mais voadores estarão presentes, após a realização dos passos anteriores, vamos ao primeiro dia de competição. No primeiro dia de competição chegue cedo na rampa, verifique o seu equipamento com calma e vá observando a evolução do dia, lembrando de comparar com os dias anteriores de treino, esteja atento ao briefing para a prova e anote todos os detalhes, lembre-se que essa é a parte da navegação e significa 50% da competição. Insira a rota em seu GPS, tenha um mapa local, desenhe a rota no mapa, oriente-se espacialmente e memorize a rota, com o vento identifique as pernas de contravento, cauda e través, nesse momento você vai ter noção do nível de dificuldade da prova, leia o artigo Pernas de contravento e través e terá uma boa idéia desses níveis de dificuldade. Procure uma área livre para decolagem e nesse momento esteja atento a condição na frente da rampa, se a condição estiver bem sustentada procure decolar no início da janela e espere pela abertura do start em voo, assim terá tempo de analisar a condição e o ritmo de voo que poderá imprimir durante a prova, procure se colocar o mais alto possível e o mais perto possível da linha do start no momento do start. Caso a condição esteja fraca e falhada na frente da rampa, uma boa opção é aguardar um termal mais próximo da abertura do start, essa avaliação tem que ser bem feita, mais vale voar um pouco atrasado, do que fazer um prego no pé da rampa tenha calma com esse tipo de condição, lembre-se que o voo envolve muita percepção e necessitamos estar tranquilos para perceber o ambiente que nos rodeia, evite stress na decolagem.
Normalmente os voadores se dividem em pelotões, pois voando em grupo os resultados são bem melhores. O primeiro pelotão é composto por voadores mais experientes que vão ditar o ritmo da prova e consequentemente esses pilotos utilizam equipamento de ponta que os permitem estar na frente. Nas primeiras competições não tente voar junto com primeiro pelotão, pois a sua experiência e seu equipamento não serão condizentes com esse tipo de voo, sua primeira meta deve ser ficar o maior tempo possível no ar e tentar cumprir o maior trecho de prova possível, inicialmente não se preocupe muito com o tempo e com quantas pessoas vão ou não te passar, esse período é o período de acumular experiências. Lembre-se de que o voador que saiu junto com o primeiro pelotão, completou 50% da prova em 30 minutos e pousou, pode ser ultrapassado por um voador que foi o último a decolar e fez 70% da prova em 2 horas de voo. Procure evoluir nessa ordem, primeiro tente ficar o maior tempo possível no ar, quando isso for apreendido, tente ir cumprido as provas, quando fizer o seu primeiro gol, não se preocupe ainda em chegar na frente, preocupe-se apenas em fazer mais gols, quando isso for constante, nesse momento comece a se preocupar em fazer o gol de forma mais rápida.
No próximo texto vou tratar do voo propriamente dito, com dicas e alguns truques mais usados em competições.
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